Amor próprio - vacina contra o sofrimento mental que funciona para todos
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Vamos fazer uma viagem pra dentro de nós, esse universo interior tão rico e conhecer um pouco mais quem somos. Se você é uma pessoa que percebe que não se ama o suficiente, vive engaiolada, presa a normas irracionais e não tem consideração por si mesma, esse texto é pra você!
Ele também se destina à mulher que já teve um amor próprio saudável antes e se desconectou devido aos rigores da vida ou à corrida desenfreada pela sobrevivência, se pondo em segundo plano, para priorizar os outros.
Não deixe que a preguiça a impeça de ler o texto inteiro. Leia quando dispuser de tempo para uma autoanálise, a pressa aqui, será sua adversária.

Amar a si mesma além de ser referência para amar os outros (“Ama teu próximo como a ti mesmo”) é também um fator de proteção contra doenças mentais e um elemento gerador de bem-estar e qualidade de vida.
Psicólogos são unânimes em afirmar que o amor próprio é uma das ferramentas mais importantes que o ser humano tem, comparada a uma vacina emocional que nos protege para enfrentarmos os desafios da vida.
Ativar todo amor próprio disponível é o primeiro passo para o desenvolvimento psicológico e melhora pessoal. Não me refiro ao narcisismo, ao egoísmo ou à megalomania, mas falo de um amor próprio saudável, da capacidade genuína de reconhecer, sem medo nem vergonha, as forças e qualidades que você possui e integrá-las ao seu desenvolvimento e relacionamento interpessoal.
Amar a si mesma desprezando/ignorando os outros é pura presunção; amar os outros desprezando a si mesma é ausência de amor próprio. Amar a si mesma é promover a autoconservação sadia e buscar o maior prazer possível. É considerar-se digna de ter o melhor, fortalecer o autorrespeito e se sentir feliz pelo simples fato de existir.
O amor começa no berço. Seu primeiro amor deve ser dirigido a si mesma e a partir daí você aprenderá a amar ou odiar a vida. Como desfrutar do amor dos outros se você se despreza, não se aceita ou tem vergonha de si mesma?
Ser amiga de si mesma é indispensável para uma boa autoestima. Quando você ama outra pessoa automaticamente busca o bem, o conforto e a felicidade dela; a dor do/a amado/a dói em você e a alegria do/a amado/a te alegra também. Com o amor próprio é semelhante: você própria busca seu bem estar, seu prazer, celebra suas conquistas, etc.
Algumas pessoas perguntam: “Mas é possível alguém odiar a si mesmo?” E eu respondo com convicção: “Claro! E com muita força e obstinação!” Inclusive a ponto de se autopunir desde pequenas, de ter pensamentos de autoextermínio, etc.
Reconheço que é importante e saudável o esforço para atingir metas pessoais. Uma coisa é a autocrítica sensata e construtiva, outra coisa é a autocrítica cruel que te golpeia e te derruba.
Estudos realizados na Psicologia nos últimos vinte anos mostram que a visão negativa que se tem de si mesma é um fator determinante para o surgimento de transtornos psicológicos, dos mais leves aos mais severos, como estresse, somatizações, problemas de relacionamento, baixo rendimento acadêmico/profissional, depressão, ansiedade, abuso de substâncias nocivas, problemas de imagem corporal e muitos outros.
A conclusão dos especialistas é clara: quando a autoestima não tem força suficiente, vive-se mal, infeliz e sofrendo de uma insatisfação constante, consigo mesma e com a vida.
A minha proposta pra você é simples e objetiva: aprenda a amar a si mesma, inicie um relacionamento sério consigo mesma que a faça cada dia mais feliz e mais resistente aos embates da vida cotidiana.
Chegamos ao fim da nossa viagem. Como foi a experiência? Foi difícil? Profunda? Reflexiva? Me envie seu depoimento. Amo saber suas impressões sobre o tema apresentado!
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Um abraço demorado e apertadinho!
Cristina Vasconcelos - Psicoterapeuta





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