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O golpe tá aí!!! Cai quem quer...

  • há 4 horas
  • 3 min de leitura

Um homem foi a um alfaiate experimentar um terno. Diante do espelho, ele percebeu que o colete estava irregular na parte inferior.

Ora – disse o alfaiate. - Não se preocupe com isso. Basta você puxar a ponta mais curta para baixo com a mão esquerda, que ninguém vai perceber nada.

Enquanto o cliente fazia exatamente isso, ele notou que a lapela do paletó estava com a ponta enrolada em vez de estar rente.

Isso? - perguntou o alfaiate. - Isso não é nada. É só você virar a cabeça um pouquinho e segurar a lapela no lugar com o queixo.

O freguês obedeceu e, quando o fez, observou que a costura entrepernas estava meio curta e o gancho estava um pouco apertado.

Ah, nem pense nisso! Puxe o gancho para baixo com a mão direita e tudo vai ficar perfeito.

O freguês concordou e comprou o terno.

No dia seguinte, ele estreou o terno com as alterações de queixo e mãos. Enquanto ia mancando pelo parque com o queixo segurando a lapela, uma mão puxando o colete e a outra agarrada ao gancho, dois velhos pararam de jogar damas para vê-lo passar com dificuldade.

Meu Deus! - disse o primeiro velho. - Veja aquele pobre aleijado.

O segundo homem refletiu por um instante e disse:

É, ele é bem aleijado mesmo, mas sabe o que eu queria saber? Onde será que ele comprou um terno tão elegante?”

( Conto "O terno de Szabo". Fonte: “Mulheres que correm com os lobos”, Clarissa Pinkola Estés)



Esse conto ilustra como esse golpe que aconteceu com o homem que comprou o terno, acontece na vida de muitas mulheres.

As mulheres possuem uma força criativa potente, mas ao longo da vida são podadas, censuradas e amarradas por uma sociedade de mutilações que restringe a vida da alma e sufoca seu instinto criativo natural e saudável.

Quantas vezes a mulher tem que andar pela vida como uma “aleijada” para caber na forma que a sociedade impõe?

Perceba que o olhar dos dois velhos é um reflexo dessa cultura hipócrita: um percebe o “aleijão” e o outro questiona – como uma pessoa “deficiente” pode estar num terno tão perfeito? Essa é uma reação cultural comum diante da mulher que desenvolveu uma máscara impecável, mas tem que se “aleijar” para mantê-la.

Se a mulher caminha pela vida toda torta para dar a impressão que está tudo em ordem e que dá conta de tudo, ela começa a definhar.

Já aconteceu algo parecido com você??

Quando você age feito o homem do terno, a vida se encolhe, se atrofia e o preço a pagar é muito alto!

A mulher pode se libertar dessa condição fazendo contato com seu lar interior e buscando ali seu santuário de recursos e possibilidades.

Quanto mais a mulher se afasta dessa força interior mais ela se torna uma sombra da sua essência. Isso a impede de avançar na vida, nos relacionamentos, na profissão, etc.

Se você quer plenitude de vida e autenticidade deve descobrir seu potencial e sondar essa caverna íntima de recursos e conhecimento. Cada mulher possui uma origem grandiosa e seus dons e talentos foram programados para se manifestar com timbre único. Você é a única pessoa capaz de manifestar ao mundo os dons e tesouros que adornam o seu interior/exterior e então provará uma qualidade de vida superior, cheia de aceitação.

Para isso você precisa tirar um tempo só para si, fechar os olhos para o exterior e abrir os olhos para o seu interior, mergulhar como quem procura um tesouro, sondando seu lar interno. Isso pode ser feito através da música ou do silêncio, da oração, da meditação, da escrita, da pintura/desenho, da conexão com a natureza, etc.

Recursos interiores quando bem utilizados, revelam verdades desconhecidas e recompensam com senso de autoconfiança e entusiasmo, que são marcas de uma personalidade sadia. Essa nova vivência interior determinará um novo relacionamento consigo mesma e com os outros, uma vida bem completa e interessante!

Sem autoconhecimento, sem viver fielmente suas verdades, você continuará na

defensiva, refém do medo, da insegurança, da repressão de sentimentos/emoções, enfim dentro daquele “terno” em que fomos colocadas pela família, sociedade, educação, cultura, etc., numa vida seca, incompleta, sem plenitude…

Se você não conseguir isso sozinha, a psicoterapia é um contexto privilegiado para tal. O(a) psicoterapeuta é treinado(a) para conduzi-la aos aspectos profundos de sua personalidade, identificar as causas do seu comportamento e as estratégias para promover as mudanças desejadas.

Desperte mulher! E descubra a riqueza do seu templo interno, a fim de fazer brotar toda a sua energia criativa!

E aí, já conhecia esse conto? Me envie suas impressões sobre o tema apresentado.

Um abraço demorado e apertadinho!

Cristina Vasconcelos

Psicoterapeuta


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