top of page

6 lutos pouco falados, mas que doem do mesmo jeito

há 25 minutos
3 min de leitura

Falar sobre perdas e luto é sempre desafiador. Quero serenamente mostrar que ampliar a consciência sobre o tema, falar e escrever sobre ele pode ser útil para lidar melhor com as perdas.



A cada dia, algo se perde, algo deixa de ser como era antes. Vivemos pequenos lutos todos os dias, mas nem sempre isso é reconhecido.

O luto é um processo universal e nem todas as perdas recebem o mesmo reconhecimento social. Enquanto o luto pela morte de uma pessoa é sempre validado socialmente, há outras formas de luto que muitas vezes são ignoradas ou minimizadas. Esse fenômeno é chamado de luto invisível, um tipo de dor que, por não ser amplamente reconhecida, pode se tornar ainda mais desafiadora, gerando sofrimento e isolamento.

Alguns lutos não reconhecidos:

1- Perder um animal de estimação

Os pets são elementos muito importantes nas famílias. Muitas pessoas sós adotam um animalzinho como companheiro. Quando a pessoa perde esse bichinho, o sofrimento é inevitável e é preciso viver o momento do luto para se acostumar com a ausência.

2- Descoberta de doença crônica ou perda de um órgão (rim, amputação, útero, visão, etc)

Isso é um processo doloroso sobretudo porque a pessoa vai ter que lidar com rotinas de consultas médicas, exames e limites físicos que talvez a impeçam de fazer atividades simples do dia a dia.

3- Romper um relacionamento amoroso ou amizade profunda pode ser algo muito sofrido e muitas vezes é tratado como algo banal.

O fim de uma relação significativa pode trazer um profundo sentimento de vazio e até sintomas semelhantes aos do luto por morte. Algo acontece e de repente o vínculo se desfaz. Então é normal sentir um vazio quando você perde um amor ou amizade próxima.

4- Mudanças significativas na vida

O luto acontece pela perda de um grande sonho ou de uma meta importante: mudança de cidade/país, desemprego, o “ninho vazio”, etc. Mudanças inesperadas fogem ao seu controle. Esse tipo de luto pode ser bem doído, pois envolve aceitar e se adaptar a uma nova realidade.

5- A perda de um bebê durante a gestação ou logo após o nascimento é muitas vezes silenciada.

A sociedade, por não ter conhecido a criança, pode minimizar a dor dos pais, dificultando o processo de superação do luto.

6- O luto antes da morte – as perdas invisíveis de quem cuida

Esse luto não chega após a partida, ele começa bem antes, em pequenas perdas diárias como em casos de Alzheimer, distanciamento familiar ou dependência química. Quando a pessoa amada já não tem a mesma autonomia, já não interage como costumava, acontece um luto pelas perdas lentas dia-a-dia.

Para aprofundar mais no assunto veja O luto coletivo

Como se cuidar:

  • Reconheça o luto sem culpa: acolha todos os sentimentos que chegarem. Sentir tristeza, raiva, frustração, faz parte do processo de cura. Nomear suas emoções ajuda a lidar melhor com elas.

  • Crie momentos de respiro. Pausas não são luxo, são necessárias. Mesmo que seja só 10 minutos para alongar, tomar um café, olhar a paisagem na janela ou ouvir uma música, esses momentos te ajudam a continuar sua jornada.

  • Busque apoio, pois você não precisa passar por isso sozinha e calada. Sua rede de apoio pode ser a família, amigos, vizinhos, a igreja ou mesmo grupos terapêuticos e profissionais da saúde mental.

  • Reencontre-se em meio à sua perda. A dor e o sofrimento do luto não te definem. Seu projeto de vida precisa ser reativado. Não se abandone. Invista em autocuidado e aceite também ser cuidada.

Esses e outros lutos não reconhecidos socialmente são uma realidade que precisa visibilidade. Mesmo que a sociedade nem sempre compreenda, a dor de uma perda simbólica ou não convencional é legítima e merece reconhecimento e acolhimento. Se você ou alguém que conhece está passando por um luto não reconhecido, lembre-se: sua dor importa e você não está sozinha.

E você, já vivenciou ou está passando por algum desses lutos não reconhecidos?

Compartilhe esse texto com outras mulheres que podem se beneficiar também!

Um abraço demorado e apertadinho,

Cristina Vasconcelos

Psicoterapeuta

Comentários


Destaque
Tags

Inscreva-se e receba as atualizações do Resgate da Autoestima

Seus detalhes foram enviados com sucesso!

© 2020 por Resgate da Autoestima. 

  • Facebook Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Twitter Social Icon
  • LinkedIn Social Icon
bottom of page