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A relação mãe-filha afeta várias áreas de sua vida

  • 28 de abr.
  • 3 min de leitura

Não é difícil perceber os profundos laços existentes entre mãe-filha. Você foi gerada em suas entranhas, ela foi sua primeira morada, o primeiro alimento, você é carne da carne dela e no início de sua existência sua vida era o seio dela. Ela cuidava, nutria e protegia.



A mulher que não experimentou na tenra infância o afeto materno, carrega vida afora, uma carência, um ressentimento e um vazio existencial que nunca será preenchido por elementos externos.

Veja vídeo sobre o tema

Para muitas mulheres aquela falta de afeto se transformou numa ferida na alma que foi minando aos poucos seus recursos emocionais.

Veja algumas áreas afetadas na vida da mulher adulta, decorrente de um relacionamento insuficiente com a mãe:

Relacionamentos

Sua mãe foi seu primeiro relacionamento, a relação mais íntima que um ser humano pode experimentar. Para algumas mulheres a rejeição pode ter acontecido na vida intrauterina. Ou você pode ter percebido que sua mãe não estava disponível em algum momento e como criança sentiu rejeição, abandono e carência afetiva.

Isso hoje influencia a forma como você se relaciona. Geralmente nesse contexto a mulher se sente invisível aos homens, atrai homens problemáticos e tem uma predisposição a se envolver em relações abusivas.

Dinheiro e carreira

Assim como sua mãe serviu à vida para te conceber, o dinheiro também serve à vida para “conceber” projetos, sobrevivência, etc. Então a forma como você se sente em relação à sua mãe é como você se posiciona na vida, inclusive profissionalmente.

Segundo Bert Hellinger, “nenhuma mulher progride e avança na vida se estiver em ‘guerra’ com a mãe e sem honrar aquela que foi sua fonte de vida.”

Nesse quadro a mulher acha que não tem “sorte” com o dinheiro, vê sua vida financeira travada, recebe o dinheiro, mas ele não permanece em suas mãos. É como colocar moedas num saquinho furado; perde-se tudo.

Profissionalmente se sente desvalorizada, não se sente boa o suficiente (Síndrome da Impostora) e a carreira fica bloqueada.

Autoestima

Sua mãe tem um papel fundamental na construção da sua autoestima. Sua autoestima está diretamente relacionada à imagem interna que você tem em relação à mãe e pai, pois você é 50% de cada um. A mãe representa todo seu mundo interno, enquanto o pai o externo.

Se você sente que sua mãe foi insuficiente, você acaba rejeitando uma parte de você e surge a sensação de insegurança e incapacidade.

A autoestima é o combustível para a autoconfiança, para caminhar na vida e realizar seus sonhos.

Feminilidade e imagem corporal

Um relacionamento insuficiente com sua mãe não gera uma boa conexão com sua essência feminina.

Nessas condições a filha não consegue amar seu próprio corpo, vive em guerra com seu peso e insatisfeita com sua imagem corporal.

Conexão com a vida

A falta de perspectiva na vida é um sentimento que corrói. Ele se instala a partir de vivências dolorosas, traumas, emoções e pensamentos negativos.

Se caracteriza pela perda da alegria de viver, sensação de “fim da linha”, falta de motivação para buscar seus objetivos. O prolongamento dessas consequências causa sérios danos à saúde mental, que dizem muito sobre sua história e as feridas decorrentes do seu relacionamento com sua mãe.

Para resolver isso é preciso olhar para essas feridas junto com um/a profissional, tratar seus traumas, fechar as feridas, se livrar de sentimento de culpa e trabalhar o autoconhecimento para modificar a forma como você se enxerga e como se relaciona com as pessoas.

A sua cura contribuirá para quebrar esse ciclo de repetição nas próximas gerações. Afinal, se você passou por esse problema há chances de reproduzir essa relação insuficiente com sua filha e não conseguir passar o amor adiante. Quando uma mãe se cura, gerações se curam com ela.

O caminho de cura está dentro de você. Reconciliar-se com a mãe que temos é o único caminho de paz interior e liberdade para avançar!

Você identifica alguma dessas consequências em sua vida?

Esse assunto ressoa aí dentro de você?

Compartilhe esse texto com outras mulheres e me conte suas experiências, tanto no lugar de mãe como no lugar de filha.


Cristina Vasconcelos

Psicoterapeuta

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